terça-feira, 17 de novembro de 2015

We´ll always have Paris


Eu sei que ainda falta mais de um mês para o Natal mas já está decidido. Não iremos passar o Natal a Portugal. Tal como sucedeu o ano passado, não vai dar.

 
Assim sendo, passaremos a noite de Natal os três em terras helvéticas e no dia 25 partiremos para uma pequena road trip na Europa, com regresso a casa a 3 de Janeiro.

Para nos mantermos fieis à tradição não há grandes planos. Mas, provavelmente, daqui seguiremos para o Luxemburgo, depois iremos até à Holanda passando pela Bélgica, desceremos depois até Paris e voltaremos finalmente para casa. Já estivémos em todos estes sítios anteriormente, com exceção do Luxemburgo. E sim, vamos até Paris. Só porque sim, só porque podemos, só porque queremos e só porque não se deve alimentar o medo. O principal alimento do terrorismo é o medo. Há quem ache que é a ignorância mas para mim a ignorância é só o acompanhamento. O prato principal é o medo. De cada vez que as pessoas se encolhem, deixam de ir onde gostavam de ir, de cada vez que mandam um bebé de 15 meses levantar os braços num aeroporto para ser revistado (não é brincadeira, aconteceu comigo), de cada vez que te mandam tirar os sapatos para passar no raio x e te confiscam um pequeno frasco com vitaminas porque não vem com a receita médica (mas não viram um pequeno canivete palaçoulo que ia inadvertidamente na carteira), o terrorismo soma uma vitória. E é por estas e por outras que Paris receberá a nossa visita no Natal.
Cause we´ll always have Paris.
 

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Como viajar de avião com alguns adultos


Voltámos ontem de madrugada, eu e o pequeno Magnífico, de passar um fim de semana prolongado em Portugal. Nada que já não tenhamos feito muitas vezes os dois, é certo.
 
Não vos vou dar dicas de como viajar de avião com bebés e crianças pequenas. Acho que toda a gente tem mais ou menos noção do que é preciso levar e fazer. Fica apenas um desabafo, é muito mais fácil viajar com bebés até um ano, pois normalmente passam a viagem a dormir, do que com toddlers. Estes sim conseguem ser tricky...
Fala-se muito dos bebés e crianças nos voos e do barulho que fazem, mas do que quero mesmo falar é de alguns adultos que viajam no avião. Normalmente, são pessoas que não têm filhos ou já os tiveram há uma eternidade e já não se lembram do quanto pode ser stressante viajar com mini pessoas. Mas, ver adultos a reagir como crianças porque as crianças não se estão a comportar como adultos, isso sim, para mim, é estranho.

Nestas muitas viagens Portugal/Suíça a dois já me aconteceu um pouco de tudo. Na maior parte das vezes, aviões com pessoas simpáticas e solícitas e, por vezes, aviões com pessoas que nem sei bem de que buraco terão saído. Estas últimas são uma minoria, é certo, mas ainda assim são demais. A sério, não queiram ser este tipo de pessoa:

1)      O soprador: revirar os olhos e bufar para o cachaço de um pai ou mãe que tenta fechar o carrinho para o colocar no tapete do raio X ou separar os líquidos do bebé para serem inspecionados, acreditem, não vai fazer com que as coisas sejam mais céleres. Uma ideia, se estão com muita pressa, sempre que consigam, escolham uma fila onde não há crianças. É o melhor para todos.
 

2)      O “primeiros!!” A prioridade de entrada no avião para quem tem crianças pequenas não é exatamente um privilégio. Por isso, “primeiros ”, não fiques chateado e a olhar para o lado para evitar que eles passem à tua frente quando os pais querem exercer esse direito. Com essa prioridade os pais conseguem fechar o carrinho de bebé à entrada do avião sem aí formar filas, conseguem ter mais tempo para chegar ao lugar com uma criança a espernear num braço e a mala de cabine noutra e até conseguem arrumar a bagagem sem que se forme uma fila gigante de gente cheia de pressa de se sentar, meter os headphones e dormir.


3)      O voyeur: Uma das fases mais chatas é o colocar e especialmente o tirar da bagagem de cabine dos compartimentos por cima dos bancos. Não é fácil erguer 8Kg numa mão com uma criança numa anca. Voyeur, não dói nada oferecer ajuda para a tirar. Mas diria que para aí em metade das viagens as pessoas preferem simplesmente ficar a assistir ao espetáculo. Só tem faltado aplaudirem no fim e pedirem para o fazermos enquanto giramos uma bola no nariz...
 

4)      O estou no sofá da minha sala e isto é tudo meu: Em algumas companhias aéreas quem viaja com bebés até dois anos de idade (para quem não sabe até essa idade têm de viajar ao colo de um adulto, presos por um cinto especial) tem de ir no assento do meio pois, segundo me disseram, só aí tem máscara de oxigénio adapatada a bebés. O lugar do meio é para mim o pior para viajar sozinho com uma criança ao colo. Fica-se com um estranho de cada lado e com o espaço muito limitado para pousar o braço onde a criança fica deitada. Num dos voos mais cansativos que tive, calharam-me dois senhores de grande porte, um de cada lado, que estoicamente conseguiram ignorar durante as duas horas de voo que ia uma mulher com um bebé entre eles que não tinha onde pousar os braços porque eles os alaparam para nunca mais os largar.

 
5)      Os “ai se fosse meu filho”: Os bebés choram. Surpreendente, eu sei. Se vocês acham que ficam incomodados com um choro que não têm de acalmar, que podem até abafar colocando auscultadores ou levantando-se para dar uma volta pelo avião, como acham que estão os pais de um bebé que chora, num espaço confinado, a 10000mts de altitude e que não podem fazer mais do que o que já estão a fazer. Tudo o que podem e sabem. Enquanto nehuma companhia aérea pegar no nicho de mercado dos voos só para adultos, as crianças vão fazer parte do jogo. Deal with it ó “ai se fosse meu filho”.

 
Moral da história, senhores do ponto 1 a 5, se virem alguém a viajar sozinho(a) com uma criança de colo, se não tencionam ajudar, pelo menos não atrapalhem, vá. Agradecida.

Nota: Como disse acima, a maior parte das pessoas são umas queridas. Já tive muita gente desconhecida a pegar o Magno ao colo enquanto faço alguma coisa, um senhor controlador aéreo que o levou ao colo até ao nosso lugar porque ele não queria colaborar enquanto eu fechava o carrinho à porta do avião, uma senhora muito simpática, nesta última viagem, que me deu um medicamento homeopático de arnica para acalmar os efeitos de uma pequena queda do baby contra o tabuleiro da comida, só para dizer alguns.

 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Ainda há minas na Bósnia e Herzgovina, mas poucas


E lá seguimos para o Burundi. Não foi nada. Era só para ver se estavam atentos... seguimos para a Bósnia e Herzgovina. Mas antes de partirmos para a Bósnia, ainda demos um voltinha pela cidade muralhada e pela catedral de Split, na Croácia, onde tínhamos ficado a dormir, se bem se lembram. Existe estacionamento bem pertinho do centro e a cidade é suficientemente pequenina e plana para se ver a pé.

Só o nome do país, Bósnia e Herzgovina, e a memória das imagens da guerra, não tão longínqua assim, já davam um friozinho na barriga. Por várias vezes me interroguei se seria realmente seguro levar uma criança, se as pessoas seriam agressivas, enfim, se não tinha endoidado de vez ao ter colocado a Bósnia no roteiro.Mas, mais uma vez, a realidade provou-me que não se pode dar muita importância ao que aparece na comunicação social. O mundo está cheio de pessoas boas. As más são a exceção. A verdade é que, em centenas de viagens e 68 países visitados, só estive em perigo uma vez e, a bem da verdade, porque me “pus a jeito”, desleixei-me com regras básicas de segurança e podia ter corrido muito mal. Como dizia, a Bósnia revelou-se uma agradável caixinha de surpresas e cheia de gente de sorriso fácil. O bebé Magno recebia pãezinhos na padaria, doces no supermercado (que eu guardava quando os ofertantes não estavam a ver, claro) colo e mimos em todo o lado. Claro que ainda se veem uns quantos sinais a alertar para a possibilidade de exitirem minas, nas zonas de montanha particularmente, mas é só uma questão de ter bom senso e não andar a passear nesses sítios e seguir caminho.
minas, minas everywhere
 
Já a caminho de Mostar, uma das mais importantes cidades Bósnias, onde chegámos já de noite (N43º 18´30´´ E17º 49´17´´) tivémos a feliz ideia de parar na aldeia de Pocitelj, pouco depois da fronteira. Uma pequena aldeia presépio com um delicioso castelo em ruínas e ruelas empedradas. É sem dúvida um excelente sítio para uma pausa no caminho.
Pocitelj
vistas do castelo de Pocitelj
 
Mas era a cidade de Mostar que tínhamos muita curiosidade de conhecer. Muito à conta do sem número de vezes que passava no Canal História a saga da reconstrução da Stari Most, a velha ponte otomana, do sec XVI, que une as duas partes da cidade e que foi destruída em 1993 durante a guerra da Bósnia. A ponte é de facto muito fotogénica e deu para tirar todas as fotografias que queríamos. Apenas não tivemos a sorte de ver os famosos e arriscados mergulhos dos locais, da ponte para o rio Neretva. Estava muito frio, até para os Bósnios...
A ponte
e... a ponte


adivinharam, na ponte


 

Vista Mostar, continuámos para Sarajevo, onde chegámos ao princípio da tarde. Foi em Sarajevo que deu para sentir pela primeira vez que estávamos de facto no leste europeu. O cinza como cor dominante, os edifícios austeros da era comunista, o metro decrépito e ferrugento, as pessoas com chapéus de pelo. Ainda se encontram muitos edifícios com buracos de balas, mas todos os anos são recuperados uns quantos e espera-se que em breve tais imagens façam parte do passado. E claro, há ainda o famoso hotel Holiday Inn, onde estavam alojados os jornalistas e de onde eram filmados os bombardeamentos à cidade que enchiam os noticiários da noite. Dormimos não muito longe do hotel, N 43º 50´38.0´´ E 18º 20´14.9´´, num estacionamento atrás do Mac Donald´s (free wifi!!!) e ao lado de uma lavagem de carros automática. Deve ser alguma psique coletiva Bósnia lavar o carro a meio da noite. Foi um corropio de carros a ser esfregados noite adentro mas tirando isso é um lugar seguro para dormir...
Sarajevo
Sarajevo
Bebé Magno em Sarajevo
Holiday Inn
 
De manhã, pela fresquinha, fomos visitar o túnel da vida ou da esperança. Para quem não sabe o que é e está com preguiça de googlar, este túnel passa por baixo do aeroporto de Sarajevo e foi o que permitiu a sobrevivência dos civis e tropas Bósnias durante o cerco à cidade pelas forças Sérvias. Foi construído em segredo e com entrada e saída por insuspeitas casas civis, permitindo a passagem de 3000 a 4000 pessoas por dia, alimentos e material de guerra. Durante a visita dá para assistir a um impressionante  vídeo com filmagens da construção e da passagem das pessoas. E não há como não nos espantarmos com todo aquele sofrimento ter sido tão recente. Parece uma visita algo pesada mas faz parte.
buracos de balas
 

é assim que se tapam buracos de balas na Bósnia ou como um andaime não deve ser
De volta à Croácia ainda passámos e passeámos pelo nevado Parque Nacional Sutjeska, com passagem pela Republika Srpska. Uma região com uma confusa semi autonomia face ao resto da Bósnia Herzgovina. O primeiro grande sinal de que se entrou na Republika Srpska é que tudo passa a estar escrito com o alfabeto cirílico. A república tem a sua própria constituição, o seu próprio presidente, assembleia, ministros, tribunais e supremo tribunal, alfândega, forças policiais, correios e até bandeira própria. No entanto está inscrito na constituição que a capital da Republika Srpska é Sarajevo. Uma confusão, portanto.
Dubrovnik

Dubrovnik

Dubrovnik downtown

vistas das muralhas


vistas das muralhas

bebé Magno
 
Chegámos já de noite a Dubrovnik e descobrimos que todos os camping estavam encerrados para férias. E quando digo todos eram mesmo todos os dez ou doze parques de campismo. Restou-nos dormir à porta do Camping Solitudo e visitar a cidade pela manhã. Não há que enganar, a cidade é mesmo tão bonita como costuma aparecer nas fotografias. Ocre, ensolarada e fustigada pelo mar. Não admira que tenha sido escolhida para várias cenas de Game of Thrones. Passeia-se pelas muralhas, percorrem-se as igrejas, lojinhas e cafés e começa-se a pensar que se calhar é hora de nos pormos a caminho...
E fechava-se assim o ciclo da Croácia e iniciava-se o périplo pelo ainda recente e liliputeano Montenegro. Independente da Sérvia desde 2006 através de um pacífico referendo. Mas disso falaremos noutro post, já não são horas de falar dos amish do Montenegro, do rapaz que se babava ou das campas a fumegar...

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Da Eslovénia à Croácia a todo o gás, perdão, sem gás


Chegámos a Ljubljana já de noite, cansados e com muita vontade de passar a noite num camping. A autocaravana tem uma autonomia média de 4 dias quanto a água e claro que não é preciso ir para um camping para abastecer mas, mais ou menos de três em três dias gostamos de ir até um para lavar melhor a louça, lavar a roupa com mais conforto, tomar banho com mais espaço, carregar as baterias, o pequeno Magnífico poder correr mais à vontade e poder triturar a sopa com mais facilidade. Essas coisas mundanas... A Vandonga, tal como a maioria das autocaravanas, não está adaptada de origem para trabalhar com 220volt o que nos condiciona um pouco em termos energéticos. Nota mental: será preciso em breve investir mais um pouco para a tornar autosuficiente a esse nível...
 

O Ljubljana Camping Resort foi aquele que nos apareceu no GPS como o camping mais próximo do centro da cidade e, com este nome tão pomposo, achámos que seria uma boa opção. Não achámos nada. Já andamos a virar tofu há muito tempo e na maior parte das vezes, quando um sítio tem um nome promissor é para desconfiar. A baía das tartarugas não tem tartarugas, o Queen Hotel em Londres é uma chafarica e por aí fora. Tal como antevíamos, aquilo não era bem um camping mas mais um trailer park trash. Tinha cerca de vinte caravanas mas não se via vivalma e para podermos tomar banho de água quente teríamos de ir ao centro desportivo ao lado, segundo a recepcionista. Um sítio fantástico, portanto.

Mas giro, giro foi a primeira botija de gás que acabou a meio dessa noite e nos deixou apenas com uma até ao fim da viagem. Ainda não sabíamos na altura, mas não encontraríamos durante toda a viagem (e o que nós procurámos) botijas compatíveis com o redutor suíço e teríamos de dosear a botija remanescente apenas para aquecimento de emergência e para cozinhar. Em pleno Inverno, foi muito, muito difícil gerir este racionamento.Também só descobrimos quando voltámos a passar na Eslovénia, no regresso, que muitas das estações de combustível têm estacionamento para caravanas com acesso a eletricidade grátis. Fica a dica...

No dia seguinte pudémos finalmente conhecer Ljubljana. É uma cidade pequenina e que se vê muito bem em poucas horas e a pé, (até porque no centro da cidade só se pode andar mesmo a pé ou de bicicleta) com exceção da subida ao castelo que é melhor fazer de funicular. Depois é perder-se  pelas igrejas do centro da cidade, a Dragon Bridge, o museu da cidade e a galeria e a biblioteca nacional.
Ljubljana
 
Além do lago Bled existia uma outra coisa que queriamos muito conhecer na Eslovénia. O Castelo de Predjama, a 55Km de Ljubljana, na pequena aldeia de 85 habitantes com o mesmo nome.  Um castelo encaixado numa rocha de 123 mt de altura e com muito mais ar de castelo do Drácula do que o verdadeiro, o Castelo de Bran na Roménia. Não ficámos desiludidos. É realmente muito, muito fotogénico, cheio de túneis, uma ponte levediça, sala de tortura, sala de banquetes e esconderijos secretos.
Castelo de Predjama
 

Não fomos visistar as famosas grutas de Postojna e Skocjan, ali ao lado, porque eu não sou muito fã desse género de visitas e fomos antes jantar a Itália. Parece estranho mas Itália, concretamente a cidade portuária de Trieste, ficava a apenas 50km de Predjama e achámos que era um bom sítio para ir jantar. Itália é sempre um bom sítio para jantar, não há que enganar.

Nessa noite ainda seguimos para a Croácia e dormimos num estacionamento grátis na lindíssima Rovinj nas coordenadas N45º 05´20´´ E13º 38´43´´. A cidade, toda em tons pastel, parece um cupcake com a basílica de Santa Eufémia a marcar o centro. Foi uma agradável surpresa e bem mais bonita que Pula e o seu anfiteatro romano, a senhora que se seguiu.
Anfiteatro romano de Pula
 
Para variar um pouco o ambiente urbano, decidimos ir até ao parque nacional rt Kamanjak com os seus 30Km de costa selvagem.  Vale mesmo uma visita. No nosso caso foi curta pois por ser Inverno nadar não era uma possibilidade. Mas valeu a pena pelas vistas com muitas semelhanças à costa Vicentina portuguesa.

Passámos a noite muito perto do Parque nacional Jezera: N44º 45´ 58´´ E15º 41´29´´. Deixo as coordenadas só para serem usadas em caso de desespero porque era um sítio mesmo muito mau para dormir. Estavam por lá muitos camiões estacionados e foi uma noite praticamente sem dormir com os camiões a arrancarem constantemente a meio da noite. Tentámos outro sítio antes mas fomos expulsos por um senhor que se deu ao trabalho de sair de casa à noite para nos dizer que era proibido ali ficar. A Croácia foi o sítio mais anticaravanista que encontrámos em viagem. Existe um loby muito forte dos parques de campismo e o free camping exige algum engenho. Coisa que, como bons portugueses, não nos falta felizmente J
 

 

 
Passámos a manhã do dia 18 de Dezembro a visitar o jóia da coroa croata e património natural da Unesco, o fantástico parque nacional de Plitvice com os seus 16 lagos e cascatas sem fim. Existem dois parques de estacionamento pago, um a norte e outro a sul do parque  (cerca de 10€/dia mas no nosso caso tivemos a sorte do parque estar aberto mas o guichet de pagamento fechado, provavelmente por ser época baixa e não compensar terem lá alguém a cobrar). Por ser Inverno, os visitantes eram muito poucos o que fez com que os percursos se fizessem sem filas e desse para tirar fotos das paisagem sem gente à vista. Foi muito, muito bom. E se tivesse de recomendar apenas uma coisa na Croácia seria Plitvice. Seguimos depois para Split, onde dormímos no Split Camping por 20€ com vistas para o mar incluídas, com uma breve paragem em Zadar para ver o sun saludation e o sea organ, do arquiteto Nikola Basic.
Sea Organ

Sun saludation
Por esta altura estarão voçês a pensar, mas, mas voçês têm uma autocaravana ou uma máquina de teletransporte?! Bem, esta parte da viagem correu muito bem. Foi provavelmente a “secção” mais tranquila. Ainda estávamos com o pico de energia típico dos inícios de viagem e o como o pequeno Magno, aquando a viagem, ainda fazia duas sestas por dia possibilitou que as deslocações fossem feitas de maneira a coincidir com os tempos de sono. Não foi assim toda a viagem, claro. Houve momentos de que falarei adiante em que foi preciso andar de caravana fora do horário das sestas, mas não nos podemos queixar. Ele até gosta de andar de carro e foi um super herói nesta road trip...